Geral

A ética na política

Maquiavel, nos seus conselhos ao Príncipe, pergunta: O que é mais importante? Que o príncipe seja virtuoso ou que pareça virtuoso? A ética responderia: Que ele seja virtuoso. No entanto, a ética política responderia: Que ele pareça ser virtuoso.
Em outras palavras, quando vivemos tempos de eleições em nosso país, deveríamos olhar por detrás da cortina opaca que envolve os políticos. Ruben Alves diz que a dinâmica do jogo de Xadrez é muito parecida com a política, pois, nesse jogo, assim como na política, a estratégia é fazer parecer ser; evitar a transparência das intenções.
Enquanto na ética a transparência é uma grande qualidade, na política percebe-se o esforço de se conservar a “rainha”, a peça que mais protege o rei.
E o que é pior é que, à semelhança do jogo de xadrez, no jogo político não há culpados, pois as pessoas encontram justificativas para tudo quando estão no exercício de proteção ao poder.
Para muitos, essa é a regra do jogo, e eles são somente peças incapazes de mudar o que está pré-estabelecido. Em suas consciências, criam mecanismos para explicar os atos reprováveis, pois, afinal, “só agem desta maneira para o bem do povo”.
Desta forma, consideram o povo despreparado para avaliar suas intenções; ingênuo para discernir seus atos, enfim: uma verdadeira massa de manobra.
Entretanto, sinto que aos poucos estamos acordando. Aqueles que marcaram suas carreiras pelo enriquecimento ilícito ou até mesmo por um discurso desprovido de verdade, estão experimentando o terrível julgamento das urnas.
Tenho muita esperança no Brasil! Ainda que estejamos nos primórdios da democracia, verifico que paulatinamente o povo compreende a necessidade de se mudar a regra do jogo. Entendo que, quando pessoas íntegras perceberem que a regra só poderá ser mudada por aqueles que estão no jogo, e deixarem os preconceitos para com a política, aí então teremos uma chance real de fazer da nossa nação um lugar mais justo para se viver.

Peniel
Por que devemos ser felizes?

Deixe seu comentário