Geral

Cinco visões erradas sobre o relacionamento da Igreja e o Estado.

Estamos diante das eleições que determinarão os mandatários que governarão sobre nós. Tal evento tem importância enorme na história do nosso povo. Por isso, resolvi expressar a minha opinião quanto às diversas correntes que dividem o povo cristão. Para fazê-lo de maneira sistemática, resolvi compilar algumas visões que, ao meu entender, são erradas.

Cinco visões erradas sobre o relacionamento da Igreja e o Estado.

  1. A visão em que o governo determina a religião do seu povo.
    Todo e qualquer governo, ainda que bem intencionado, falha quando tenta impor qualquer tipo de religião ao povo. Um exemplo disso acontece nos países em que a religião muçulmana é obrigatória, e o exercício de todas as demais é expressamente proibido. Jesus condenou expressamente essa visão. Certa vez, quando sua mensagem foi rejeitada, seus discípulos quiseram invocar juízo do céu sobre aqueles incrédulos. Ao que respondeu:
    “Jesus, porém, voltando-se os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” Lucas 9:55
  2. A visão que proíbe qualquer manifestação de fé em estabelecimentos públicos.
    Em minha opinião, esta visão é o extremo oposto da primeira. De acordo com ela, a fé deve ser mantida privada; somente nos lares dos indivíduos ou em templos religiosos. Essa visão tem sido promovida pela União americana pelos direitos civis, e sua atuação é responsável pela proibição da oração nas escolas americanas, além de exercer o constante patrulhamento sobre os professores que dão testemunho da sua fé. É importante entendermos que uma coisa é garantir a liberdade religiosa de todos, e outra completamente diferente é afirmar que para que todos tenham liberdade, ninguém pode expressar a sua fé em público. Essa visão é tão radical que, em alguns estados americanos, pessoas se sentem ofendidas quando alguém diz:
    “Merry Christmas”, que quer dizer “Feliz Natal”, somente pelo fato de que nem todos são cristãos.
  3. A visão de que todo governo civil é do demônio.
    Nesta terceira visão, todo poder político é demoníaco ou corrupto. Os que sustentam essa visão usam o argumento de que Satanás, ao oferecer a Jesus os Reinos desse mundo, é o controlador de todas as formas de governo. Acontece que, tanto as evidências históricas na Bíblia quanto a oração do Pai nosso apontam para outra direção. É conhecido de todos que Deus levantou homens excelentes como José, Davi, e Daniel, que governaram segundo a sabedoria recebida de Deus, e determinaram prosperidade e desenvolvimento nacionais no tempo em que foram levantados. Além disso, quando Jesus nos incita a orar: Venha o teu reino, seja feita a tua vontade na Terra como é feita no céu, fica claro que a sua vontade é que os princípios de governo celestiais devem influenciar o governo terreno.
  4. A visão de que devemos evangelizar, e não nos envolver em política.
    Os que advogam essa visão acreditam que somente através da evangelização é que podemos influenciar a sociedade e os corações dos homens. Acontece que o evangelho de Jesus oferece mais do que o perdão para os pecados. O evangelho existe para promover transformação na sociedade. Isso inclui famílias, escolas, vida profissional, e até mesmo as esferas governamentais. A Bíblia nos ensina que devemos orar para que nossos governantes sejam transformados pelo evangelho – Rm 13:1-7. Além disso, homens que temeram a Deus influenciaram extraordinariamente a história. Abraham Lincoln, o presidente que garantiu a abolição da escravatura nos Estados Unidos da América era cristão fervoroso. Até hoje ele é considerado o maior presidente que a América já teve. Além de Lincoln, quero mencionar Willian Wilberforce, um político britânico que durante boa parte da sua vida esteve em dúvida se deveria ser político ou pastor, e acabou decidindo pela vida pública. Wilberforce lutou durante anos pela abolição dos escravos na Inglaterra. No início, o seu pleito era solitário, na medida em que contrariava os interesses da aristocracia inglesa. No entanto, ele nunca desistiu. Com o tempo, sua paixão e argumentos foram sensibilizando os seus pares, e por fim, a Inglaterra não resistiu às convicções desse cristão extraordinário, e a abolição dos escravos foi aprovada.
  5. A visão de que devemos fazer política, e não evangelização.
    Os que defendem essa visão acreditam que a verdadeira evangelização é lutar pelas transformações sociais. A chamada Teologia da Libertação defende esse argumento. Para esses, a igreja tradicional está alienada das necessidades do povo humilde, e ao invés de pregar a salvação de Cristo, a igreja deveria lutar contra as injustiças, usando para isso os meios que forem necessários.
    Mais uma vez, percebemos o perigo dos extremos. A igreja erra quando se aliena dos processos decisórios, como também, erra quando se esquece de que não há transformação do ser humano que não comece com a mudança do seu espírito.
    Reconheço que esse tema é complexo demais para que eu possa discorrer sobre todos os seus aspectos em tão pouco espaço, mas o momento que vivemos é urgente!
    Estamos diante da possibilidade de eleger a Marina Silva, uma mulher que tem uma história linda de militância a favor dos desfavorecidos, e que sempre confessou a sua fé em Jesus Cristo.
    Não conheço a Marina pessoalmente, mas conheço a Valnice Milhomens. Sei da sua integridade, como também, do seu chamado para interceder pela transformação do Brasil. Valnice conhece profundamente a Marina. E, para mim, o testemunho da Valnice sobre a vida da Marina é suficiente.

Não estou, com isso, pedindo a vocês que votem na Marina simplesmente porque é cristã. Se assim fosse, estaria me contradizendo. Estou pedindo que estejam abertos para mudarem de opinião; que considerem a sua trajetória política, bem como seus posicionamentos éticos tão necessários nos nossos dias. Estou pedindo que avaliem as suas propostas, e o seu projeto para o Brasil.

Quanto a mim, meu voto é da Marina Silva.

 

 

A história e as eleições de 2014
A mente de Cristo

1 comentário

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do autor do blog. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O autor do blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
  1. Hoje completa um ano que o senhor, inspirado por Deus, trouxe à igreja uma palavra nos atentando para a honra.
    ONDE ENCONTRAMOS O DIAMANTE DA HONRA
    A ligação que há entre o texto acima e a palavra ministrada é justamente que a segunda aponta o perfil das pessoas que devemos ser e qual o perfil que nossos representantes precisam ter impresso em sua história.
    Vamos construir uma nova história e o povo brasileiro será tido como um povo HONRADO. Não há marketing mais eficiente do que a honestidade.
    A honra é um anel que Deus coloca em nosso dedo sendo que até o aro é de diamante. Marina Sim.

Deixe seu comentário