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Futebol e política – O que realmente está em jogo?

Que responsabilidade! No país do futebol, escândalos de corrupção no mais alto escalão do governo provocam indignação no povo, de norte a sul.
De um lado, os defensores do cancelamento da copa apoiam veementemente os protestos que tomaram as ruas durante a Copa das Confederações. Do outro lado, torcedores apaixonados criticam as manifestações, afirmando que, ainda que sejam legítimas, vem sempre acompanhada de atos de vandalismo de oportunistas que lucram com o caos, e a desordem. Entre as duas opiniões, uma massa enorme de pessoas que, ainda que concordem com os meios legítimos de protesto, desejam que tenhamos, no país do futebol, a melhor de todas as copas, tendo como apoteose, a vitória maravilhosa da Seleção Brasileira, de preferência sobre a Argentina, com o placar de 3×0 (dois de Neymar, e um de Oscar).

Deixando as conjecturas de lado, o que realmente está em jogo agora?

Quero deixar que sou absolutamente favorável as manifestações de todos que, ordeiramente, expuseram a sua indignação nesse tempo de tamanha vergonha moral. No entanto, a decisão já foi tomada. Vamos ter a Copa do Mundo no Brasil.

Agora, portanto, é hora de nos valermos de todos os ganhos: políticos, financeiros, aumento de divisas, promoção das nossas belezas naturais, etc.
Não podemos nos esquecer de que há vinte anos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, grande parte das pessoas pensava que a capital do Brasil era Buenos Aires.
Isso não é mais assim, mas, de qualquer forma, ainda que o Brasil tenha um universo de potencialidades a serem exploradas, nossas divisas ainda são subaproveitadas.
Tome como exemplo o turismo, Cidades como Nova Yorque, Paris e Barcelona recebem mais turistas em um ano do que toda a nação brasileira, no mesmo período.

Do ponto de vista financeiro, nossa nação ainda tem sido vista com olhar de desconfiança, e por isso, atrai muito menos investimento do que outras nações do grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, e China, e África do Sul).
Poderia citar inúmeras razões para justificar a desconfiança que o mundo tem para com o Brasil. Mas, o que importa agora é arregaçarmos as mangas, garantirmos que os estrangeiros que aqui estiverem, tenham a melhor impressão possível da nossa Terra e, como bônus, trazer essa taça para o nosso povo.

Depois, ganhando ou perdendo, vamos retomar as questões fundamentais, e usar de todos os meios democráticos dos quais dispomos, para fazer do nosso país um lugar melhor para todos nós.
Não nos esquecendo, sobretudo, de que o melhor instrumento de transformação que temos é o voto.

por Lamartine Posella

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