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O desafio de evangelizar o mundo pós-moderno

Vivemos no tempo da pós-modernidade. Paradigmas são quebrados, verdades são desconstruídas e os absolutos da cultura judaico-cristã tem sido cada vez mais questionados. Será que a igreja do nosso tempo tem compreendido os perigos e desafios do pós-modernismo? O que preocupa é que, ainda que alguns grupos pensem estar labutando pela ortodoxia cristã, na verdade estão profundamente influenciados pelo estilo de vida pós-moderno. Outros, em contrapartida, afirmam lutar pelo resgate da missão integral da igreja, quando, de fato, estão canalizando o principal modus operandi da sociedade pós-moderna: a relativização.

Explico, a grosso modo, que o pós-modernismo se reveste de algumas práticas muito comuns nos nossos dias:

  • Hedonismo (a busca do prazer a qualquer custo);
  • Egocentrismo (o eu acima de tudo);
  • Antropocentrismo;
  • Materialismo;
  • Relativização;

Não é exatamente o que presenciamos nos nossos círculos eclesiásticos?

De um lado, as igrejas pentecostais e neopentecostais defendem uma moral mais conservadora mas profundamente envolvida com a centralidade do homem e a visão materialista da teologia da prosperidade. Do outro, algumas lideranças de igrejas históricas vociferando contra os desmandos da igreja neopentecostal, defendem com inteligência e competência a chamada “missão integral da igreja”, que sem dúvida alguma é correta, mas pecam terrivelmente contra o evangelho ao relativizarem as verdades espirituais eternas, e ainda serem profundamente lenientes com a corrupção da esquerda pragmática no Brasil (entende-se PT).

Sinceramente, não consigo entender alguns líderes cristãos criticando seus irmãos simplesmente porque não concordam com eles, sendo que os mesmos fazem alianças políticas e ideológicas com o PT.
O que precisamos é fazer uma autorreflexão quanto ao nosso papel como igreja, e lutar com todas as forças para trazer de volta a pureza do Evangelho de Cristo, que é o único Evangelho que pode verdadeiramente nos preparar para responder aos anseios e lacunas da sociedade do século XXI.
Às vezes me sinto um pouco solitário….. não me encaixo muito bem nem entre os neopentecostais, e tampouco me sinto confortável com a arrogância de alguns históricos.

Será que não é tempo de nos esforçarmos para responder favoravelmente à oração de Cristo encontrada em João 17? Afinal, a exemplo da unidade do Senhor Jesus com o Pai, se pudermos conviver com as nossas diferenças, talvez o mundo creia no Cristo que todos nós pregamos!

Por Lamartine Posella

Aprecie a presença de Jesus
Pentecostes

63 comentários

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  1. A Paz, Pastor,
    Eu ouvi falar do Sr. Ontem, mas pela Graça de Deus eu estive estes últimos 4 anos observando e pensando as mesmas coisas que o sr!
    Me converti há 4 anos, com a morte súbita do meu esposo; fui para uma igreja neopentecostal, onde desiludi-me com a teologia da prosperidade; encantei-me com a Missão Integral, até perceber que tinham vendido suas almas ao comunismo; e, para honra e Glória do Nosso Senhor, hoje estou numa pequena igreja de CRISTO, onde lê-se a Bíblia, nada mais!
    Assisti sua pregação sobre a volta de Jesus e quero estar preparada para o Dia do Senhor!!!
    Muito obrigada por ser sal e Luz, para os perdidos!!
    Que O Bom Deus lhe abençoe!!! Quero vê-lo na Glória!!! :)

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