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O encarcerado liberto

Para mim, uma das passagens bíblicas mais incríveis está no segundo capítulo de Paulo aos Filipenses. O livro de Filipenses é especial por causa de quem o escreveu, apóstolo dos gentios, aquele que recebeu o chamado de Deus para pregar o evangelho para todo o mundo não judaico. A carta aos Filipenses teve o propósito de agradecer pela oferta financeira trazida a Paulo pela Igreja. Paulo era muito querido pela Igreja de Filipos, e o calor e o amor que sentimos na carta reflete isso. Essa carta foi escrita quando Paulo estava preso em Roma, dez anos depois de ter pregado em Filipos. Foi naquela visita que Lidia foi salva, e depois, um poderoso terremoto libertou os prisioneiros.

Vocês devem se lembrar, também, que o fato de ninguém fugir determinou a conversão do carcereiro.

Agora Paulo é prisioneiro de Nero em Roma, confinado em uma prisão sob circunstâncias muito difíceis. Ainda assim, sua carta é marcada por alegria, segurança e vitória. O segundo capítulo contém, segundo estudiosos dizem, o mais antigo hino cantado pela Igreja cristã, onde Paulo com paixão nos exorta a imitar o amor e a humildade de espírito do nosso Senhor Jesus Cristo.

O verso 5 inicia o seu discurso: Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus. (Filipenses 2:5)
A palavra traduzida por “sentimento” na Bíblia, algumas vezes refere ao processo do pensamento, mas mais frequentemente refere ao que estamos pensando propriamente. É tão antigo quanto o livro de Provérbios a verdade que diz que assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é (Pv 23:7). Nessa passagem, Paulo diz: Tenham o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Poderíamos entender, então, que ele nos exortava para que tivéssemos a mesma atitude que Cristo demonstrou.

Mas, qual teria sido a atitude de Jesus? De humildade e amor. Foi a humildade que permitiu ao puro Filho de Deus se tornar servo, e como servo, morrer a morte dos pecadores e ainda por cima nas mãos de homens maus. Ainda que fosse Deus, não usou o privilégio divino, mas assumiu uma posição humilde de um escravo ao nascer como um reles mortal, sendo capaz de ir até as últimas consequências para morrer da forma mais vergonhosa que poderia haver: a Cruz.

Como consequência, Deus o elevou ao lugar mais alto de honra e deu a Ele um nome acima de todos os outros, diante do qual todo o joelho se dobrará e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória do Deus Pai.

Por mais de dois mil anos os seguidores de Jesus Cristo têm cantado essas palavras em muitas línguas diferentes. O Espírito Santo inspirou a Paulo para que ele pudesse ter plena felicidade na prisão em Roma. Ainda que estivesse cativo, ele estava livre.
Todos nós podemos ter a mesma mente. Por maior que sejam as tribulações que enfrentamos, não se comparam às sofridas pelo nosso Senhor. Se Deus disse para termos o mesmo sentimento (mente), significa que Ele nos ajudará.

Não permita que suas tribulações roubem a sua alegria ou destruam a sua vida. Deus está com você em todos os lugares e em todos os momentos. Jesus é o nosso modelo. Paulo também. Imitemos os melhores e seremos livres.

Por Lamartine Posella

Não é o que parece
A luta pela mente

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