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O fim da novela do Impeachment

Na quarta-feira, 31 de agosto, quando o julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma estava sendo votado, todo o Brasil esteve atento ao fim dessa novela! Digo novela, não porque entendo que esse processo tenha entretido o povo brasileiro, mas por causa do drama, e das muitas guinadas que o mesmo tomou. O que me intriga é a maneira como isso se deu!

Al Capone, gangster e contrabandista na América da Lei seca, foi pego pela Receita Federal, por causa de imposto de renda. O ex-presidente Collor perdeu o mandato por causa de um Fiat Elba.

Agora, a ex-presidente Dilma perde o mandato por pedaladas fiscais, e por causa de aditamentos orçamentários sem a aprovação do Congresso!
Por que será que os reais motivos não aparecem?

A verdade é que há muitos interesses por trás dessa cortina de fumaça.
Primeiramente, os interesses da população que se sentiu traída quando descobriu a verdadeira realidade da economia brasileira; quando toda essa podridão veio à tona, desfazendo toda a maquiagem da noiva! Sim, eu digo isso, porque não foi a indignação em face à corrupção que levou ao impeachment, pois o escândalo do Mensalão não foi suficiente para derrubar o ex-presidente Lula. O que realmente mobilizou a população foi a perda do poder aquisitivo e da segurança econômica.

Depois, os interesses de alguns políticos, que mudam de lado e de opinião como mudam suas roupas, segundo a conveniência.

Em seguida, acrescento a essa equação o elemento imponderável! Chamo de imponderável a imprevisibilidade do Eduardo Cunha, que serviu ao processo, mas expôs o próprio mandato ao escrutínio quando agrediu o PT e, ao ver as suas mazelas expostas, teve a coragem de revidar, e levar o processo até o fim. Num país em que tudo acaba em pizza, parecia difícil acreditar que isso estava, de fato, acontecendo.

Mas, a verdade é que no final, tudo acabou em pizza mesmo.
O Renan Calheiros, sabe-se lá a serviço de quem, encontrou uma forma de dar uma última guinada ao processo, desmembrando a votação da perda de mandato da votação da inelegibilidade pelo período de 8 anos. Mais uma das tecnicidades das Leis, que são feitas para deixar brechas que serão utilizadas segundo as necessidades dos que as fazem e interpretam.

Por fim, quero falar do mais importante: a soberania de Deus.
Seus motivos e métodos são inescrutáveis! Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos! É Ele quem levanta e quem destitui reis e autoridades! Não se pode zombar do seu nome ou afrontá-lo e sair ileso! Não tenho dúvidas de que, por trás de todos esses motivos superficiais, a mão do Altíssimo está conduzindo os destinos da nossa nação.

A justiça foi feita! Não foi feita, ainda, de maneira completa, mas, a seu tempo, toda a verdade aparecerá!

Agora, continuemos a orar e trabalhar para que esse processo de limpeza que começou seja um divisor de águas no nosso Brasil, e que as futuras gerações vivam numa nação muito melhor, mais justa, e com menos corrupção!

Por Lamartine Posella

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