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Os Desafios do Cristianismo na Sociedade Pós-Moderna

O que está acontecendo com o mundo? Será que o CRISTIANISMO está sendo rejeitado no ocidente? É possível que estejamos vivendo uma sociedade pós-cristã, que procura abolir de maneira absoluta a fé experimentada por milhões nestes dois mil anos?
A verdade é que os tempos são líquidos; quando novas visões são apresentadas através do poder de novas lentes que distorcem a realidade até o ponto em que não reconheçamos mais onde estamos ou para onde iremos. Neste tempo, cada vez mais questiona-se a capacidade do ser humano de encontrar a verdade. Tal realidade me fez lembrar do aforismo do famoso chinês Lao Tse: “Se, quando estou dormindo, sou um homem que sonha ser uma borboleta, como posso saber se quando estou acordado não sou uma borboleta que está sonhando ser homem?”
Em sua essência, o mundo pós-moderno é um mundo de inexatidões. Não há verdades absolutas, não há sentido objetivo nas palavras, e a compreensão humana equivale a uma “terra de ninguém”, onde todos plantam o que querem e colhem o que não plantaram.
No mundo de hoje, como diz Ravi Zacharias, “o anormal é agora normal no mundo do entretenimento, porque o normal é tratado como subnormal no mundo da mídia”.
Ainda que não percebamos, todos estamos sendo entretidos e doutrinados ao mesmo tempo. Ao assistirmos novelas, filmes e seriados, sem perceber, recebemos golpes poderosos nos pilares que sustentam a nossa sociedade.
Disfarçado de tolerância, e com a aparência de remédio, o veneno pós-moderno tem sido disseminado em doses homeopáticas, prometendo a cura para uma sociedade preconceituosa.
Na pluralidade das verdades, está escondida a estratégia maligna que tem por objetivo ocultar e anular a verdade das Escrituras Sagradas.
Mescla-se o misticismo oriental com termos científicos. Fala-se de Meditação Transcendental e física quântica; como se houvesse qualquer congruência entre mundos tão diferentes.
De maneira inconsequente, o mundo pós-moderno procura desconstruir todas as instituições e todas as estruturas da sociedade, sem nenhuma preocupação com os resultados que tais abalos produzirão.
Oscar Wilde foi um homem que viveu como ninguém a visão pós-moderna. Depois de experimentar todos os prazeres de uma vida sem fronteiras, morreu relativamente jovem.
Entretanto, antes de morrer pediu ao seu amigo Robbie Ross que lhe trouxesse um ministro, pois desejava acertar a sua situação com Deus. Na lápide de sua sepultura há uma fênix gigantesca, juntamente com um versículo de Jó. No leito de morte, pediu a santa ceia, indicando que falava sério sobre acertar a sua situação por intermédio de Jesus Cristo.
Não tenho dúvidas de que, ao livrar-se das fronteiras do evangelho, o ser humano se livra também dos limites que lhe dão segurança.
Ao afastar-se da segurança da fé, o homem se distancia cada vez mais da casa do Pai. Por mais que queira emancipar-se, o indivíduo sem Deus desenvolve uma melancolia característica ao estrangeiro que vive longe da sua pátria.
A evidência disso é que, no Oriente Médio e na China, lugares onde o nome de Jesus foi caluniado ou proibido, por decreto político ou cultural, pessoas têm tido encontros com Cristo. Em países muçulmanos, onde a punição da conversão ao cristianismo é a morte, inúmeras pessoas relatam ter tido um encontro pessoal com Cristo. Em ambientes pouco propícios para a conversão, muitos vêm para Jesus, como que atraídos por uma força sobrenatural. Não há dúvidas de que o desafio de permanecer firme numa sociedade pós-cristã é enorme. Entretanto, o cristianismo subsistiu aos martírios dos primórdios, permaneceu firme nos anos sombrios da idade média, prevaleceu aos ataques da lógica modernista e certamente estará presente quando a sociedade pós-moderna cobrar a sua conta.

Afinal, Jesus disse: “Passarão os céus e a Terra, mas as minhas Palavras permanecerão”.

Por Lamartine Posella.

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