Geral

Para onde vai o Brasil?

O motivo desse artigo é refletir um pouco sobre a grave crise política que vivemos.

Será que há alguma luz no fim do túnel ou a nossa nação mergulhará vertiginosamente em direção ao abismo que, segundo alguns, pode significar a perda dos ganhos de crescimento de toda uma década?

É patente para todos que numa economia globalizada, o elemento mais volátil, mas de grande importância é a expectativa que se tem da capacidade que aquela nação apresenta para gerenciar os seus problemas, e propor caminhos de resolução e crescimento.

Mas, quando olhamos para a situação brasileira, pergunto, quem sobrou?

Aparentemente, o Petismo está moribundo. O PSDB, como sempre, dividido por líderes que colocam seus projetos pessoais acima do partido, e como consequência, muito provavelmente perderá mais uma eleição, por não conseguir unir as suas forças.

A Marina Silva, que seria uma terceira via natural, pouco tem se pronunciado e, na minha opinião, sai apequenada desse momento histórico em que poderia se tornar a voz que o Brasil quer ouvir, já que ela tem grandeza e integridade para colocar o dedo na ferida.

Alguns, entretanto, continuam acreditando que o Lula seria a única opção para tirar o Brasil da crise, afinal, teria sido ele o presidente que tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza.
Essa afirmação requer uma reflexão mais profunda. Na prática, o governo não corrigia o índice que classificava os limites da pobreza e, por causa da correção dos salários devido à inflação, muitos saíam tecnicamente deste patamar, quando na verdade não haviam ganhado nada, pois a inflação consumia o seu poder de compra.

Isso não quer dizer que eu não reconheça que houve, de fato, crescimento econômico no governo Lula.
Entretanto, o mesmo movimento de crescimento aconteceu entre os países da América Latina e os emergentes.

Fazendo uma comparação, a média de crescimento do governo Lula foi de 4% ao ano.
Na América Latina, o crescimento foi parecido, mas no resto dos países emergentes foi muito maior, em torno de 6,8% ao ano.
Agora, ao contrário, o movimento mundial é de retração da economia, e a média de crescimento do governo Dilma é perto de 0%.

Para onde iremos daqui? Será que teremos anos de trevas na economia brasileira?

Acredito que haja um longo caminho a ser feito, com algumas correções de percurso necessárias. Para isso, precisamos olhar para trás e reconhecer os elementos que estiveram presentes nas crises que vivemos, e o que fizemos para sair delas.

Primeiro, vale a pena ressaltar que todas as vezes que o Brasil viveu momentos de retração de sua economia, aconteceram, como consequência, mudanças políticas radicais.
Durante a crise de 29, o que se sucedeu foi o Estado Novo.
Quando aconteceu uma grande desaceleração nos anos 60, veio o golpe militar de 64.
Nos anos 80 aconteceu a redemocratização. Nos anos 90 tivemos o impeachment de Fernando Collor.
Algo muito significativo vem por aí. Em todas as vezes, quando houve a mudança política, a consequência foi um grande crescimento da economia, e se fizermos uma média do impacto provocado pela mudança política, percebemos que o crescimento nesses períodos foi de 6% ao ano.
Infelizmente há uma lacuna gigantesca de lideranças na nossa nação!

Para mim, uma coisa está clara: do jeito que está não dá para continuar. Quando pessoas se manifestam espontaneamente desejando uma mudança, é quase impossível parar o mover das massas. A mudança vai acontecer! Que Deus nos abençoe e dirija nas escolhas que faremos, e que depois que toda essa poeira tiver baixado, tenhamos lideranças corajosas e competentes para fazer as transformações que impulsionarão a retomada dos investimentos, dos empregos, da confiança e, sobretudo, da dignidade de sermos brasileiros.

Por Lamartine Posella

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13 comentários

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