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Titulus Crucis

Titulus Crucis, também conhecido como Título, é o nome dado à tábua com a descrição da natureza do crime do réu crucificado. Na tábua sobre a cruz de Jesus estava escrito: INRI (Jesus Cristo, Rei dos Judeus). O condenado geralmente carregava esta tábua no pescoço desde o local da condenação até o lugar da crucificação. Outro detalhe também importante é o fato de que, no caso de Jesus, muitos puderam ler a inscrição da tábua, pois além de Cristo ter sido crucificado perto da cidade, a inscrição estava em hebraico, grego e latim (João 19:19-20)

Ainda que o sumo sacerdote tenha implicado com a inscrição de Jesus, Pilatos contra-argumentou dizendo que ele havia dito de si mesmo ser o Rei dos Judeus, finalizando, portanto, com a frase: “O que escrevi, escrevi”.

Há muitas lendas sobre a cruz. Na Alemanha, a lenda afirma que uma pereira cresceu e produziu flores de cor vermelho-sangue depois da morte de Cristo. Nos Estados Unidos, dizem que as pétalas das flores da bela “Cornus florida” (dogwood) são vermelhas e retraídas para lembrar os ferimentos de Cristo. Na Polônia, eles atribuem a cruz ao “choupo”, cujas fohas tremem com medo da vingança de Deus. Na Itália, a clematite foi considerada a matéria-prima da cruz. A história conta que, na época da crucificação, ela era uma árvore de grande porte, mas depois de ser usada para tão grande infâmia, foi destinada a ser uma reles trepadeira.

Há ainda muitas outras lendas sobre a cruz, mas o que de fato é concreto é que ela dividiu a história dos homens; separando os que creem dos que duvidam, os que adoram dos que zombam, os que se perdem dos que se salvam.

A cruz se tornou o símbolo universal da salvação. O latim era a língua dos funcionários administrativos, o aramaico, a língua dos judeus, e o grego, a língua do comércio internacional e da cultura.

Isso nos mostra que a redenção do Messias alcança a todos: do menor ao maior; do mais simples ao mais letrado, não importando a condição social dos que deparam com ela.

Para provar dos benefícios da cruz é necessário fazer de Jesus o Rei; não somente dos judeus, mas o Rei da Glória, o Rei dos Reis, o Rei de todos, o seu próprio Rei.
Pense nisso! Aquela cruz não foi em vão.

Por Lamartine Posella

 

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